Vem viver a vida comigo!
Eu vejo-te nessa cadeira, a viver a vida de uma maneira bela, com sol a bater-te na cara sem nunca viver uma vida cara nem só. Repara que eu já te imagino no futuro a cruzar o rumo comigo, enquanto nos deliciamos a beber esse vinho de um fruto antigo. Desligo as emoções e falo desinibidademente, é diferente falar-se sentido e com sentido, é diferente dizer que te amo ao ouvido. Aquilo que tenho sentido não cabe na caixa, encaixas em mim com mais naturalidade do que as flores do jardim a enfeitar o teu cabelo. Não é segredo que a química nos invade é como tempestades num copo de água. Amarrada à certeza caminho por saber que te terei comigo a jantar sobre uma mesa, a partilhar a sobremesa.
Podia jurar que já te tinha conhecido, numa outra vida porque do destino eu pouco percebo. Não me prendo ao que não sei, beberei desse vinho até enlouquecer. Dá-me prazer pensar te ter na plenitude.
És a amplitude certa dessa tamanha controvérsia que te rodeia, as vezes falo de boca cheia, porque a minha alma te anseia e eu já a achava cheia. Mesmo que nem creia no significado do passado, se dou mais um passo tropeço e não volto, quero que seja folhas em pedaços que voam sobre o Norte, para que não haja espaços para comparação.
Dos espaços fiz as entrelinhas que não cabem nem dentro de mim, as linhas foram preenchidas por letras que juntas fazem-te a ti.
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