Mensagens

A mostrar mensagens com a etiqueta Ilusão

Em ti em estou bem!

Imagem
Eu vejo-me e invejo-me, tento correr para dentro, está frio e por todo o lado um rasto congelado, que derrete como um gelado na mão de uma criança. Há esperança que tudo não passe de uma lembrança. Ainda que a dança seja como uma trança desfeita no teu cabelo, preso nas minhas mãos. Há algo que me encanta, quase que cantas para mim, quase que te cansas de sorrir, mas nunca páras. E eu nunca me canso.  Levanto-me para abrir a cortina para a rotina e logo disperso, penso que talvez seja falta do que penso, então alimento-me, para não te ver partir, pelo menos enquanto estiver aqui, disposta a ser tudo mesmo que nunca chegue a ser nada.  Sabes, que seja o que o fardo quiser, deixei de lutar contra a maré, de me levar pelo café na madrugada, eu que nem gostava. Agora faço o oposto, talvez seja o suposto, desafiar as regras, não quebrá-las, pôr-me à prova de balas e ficar contigo. Eu também não sei se o certo algum dia o será, então larguei o café e virei para o chá, agora a...

Não é um sonho!

Imagem
Queria ser mais do que o suficiente,  Queria poder estar, e não só presente. Eu sempre quis tentar,  E teu sentimento ausente. Não me ligo,  Tu não ligas. Jogamos em ligas diferentes.  Mas hoje trás a liga,  Para tapar a ferida.  Ainda que o sangue venha de dentro.  Eu estou fora dessa bolha,  Nessa bola eu já não toco,  Na viola eu já só oiço  Uma corda por soar.  Porque o ambiente ficou morto. Enquanto me balanço, No baloiço.  À espera de ver a vida passar.  Lamento que ainda que torto,  De nada te valeu o aborto,  Que fizeste à pouco, À pressa, Enquanto eu nascia dentro de ti.  Eu em ti floria,  Mas não o voltaria a fazer. Não vou dizer que foi fácil,  Se desde o início,  Eu só tinha medo de te perder. Pega no lápis e escreve tu,  A caneta dá-se em folhas,  Não reparas,  Mas isso nunca foi só um so...

Ainda és a visão

Imagem
- Se não fosse assim, como seria? Ria quando me vinha à mente a ideia de seres um ser transcendente que não conseguia senão, ser transparente. Contigo sentia frio quando tentava ser rio, mas era ria que do mar nascia para ali repousar.. um fundo pouco profundo que nos braços das ondas encontra um lar. Não inquietava, não mudava. Parada via a praia, mas ao longe. Era como se fosse um hoje já quase tarde, e quase que me falta o ar quando o tento alcançar. Equivalho o que sinto a um labirinto e minto se disser que não gosto de me perder.  Ser é tão fácil que nunca me passou pela cabeça não ter certeza do que sinto. Mas o cinto soltou-se no momento de embate, quando ao achar-te já eu não sabia de ti. Eu digo que te vi, vi e vi! Juro que vi, ali, parada! E sim, depois adormeci e até então não me lembro de acordar.  - Sonhar não é mais que a ilusão da realidade numa prisão.