Em ti em estou bem!

Eu vejo-me e invejo-me, tento correr para dentro, está frio e por todo o lado um rasto congelado, que derrete como um gelado na mão de uma criança. Há esperança que tudo não passe de uma lembrança. Ainda que a dança seja como uma trança desfeita no teu cabelo, preso nas minhas mãos. Há algo que me encanta, quase que cantas para mim, quase que te cansas de sorrir, mas nunca páras. E eu nunca me canso.
Levanto-me para abrir a cortina para a rotina e logo disperso, penso que talvez seja falta do que penso, então alimento-me, para não te ver partir, pelo menos enquanto estiver aqui, disposta a ser tudo mesmo que nunca chegue a ser nada.
Sabes, que seja o que o fardo quiser, deixei de lutar contra a maré, de me levar pelo café na madrugada, eu que nem gostava. Agora faço o oposto, talvez seja o suposto, desafiar as regras, não quebrá-las, pôr-me à prova de balas e ficar contigo. Eu também não sei se o certo algum dia o será, então larguei o café e virei para o chá, agora até sonhos cor-de-rosa tenho contigo. Mas falta-lhe a rosa, e eu nem gosto de flores, mas talvez tu lhes possas dar cor, eu eu ganhar-lhes um novo sabor e se assim for, eu vou encher-te a cama cheia delas para me entreter ou para te prometer ficar contigo, para sempre.
Lembra-me do presente para sempre, e eu agarro-me a ti com unhas e dentes, acredita.
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