Ainda és a visão


- Se não fosse assim, como seria?
Ria quando me vinha à mente a ideia de seres um ser transcendente que não conseguia senão, ser transparente. Contigo sentia frio quando tentava ser rio, mas era ria que do mar nascia para ali repousar.. um fundo pouco profundo que nos braços das ondas encontra um lar. Não inquietava, não mudava. Parada via a praia, mas ao longe. Era como se fosse um hoje já quase tarde, e quase que me falta o ar quando o tento alcançar. Equivalho o que sinto a um labirinto e minto se disser que não gosto de me perder. 
Ser é tão fácil que nunca me passou pela cabeça não ter certeza do que sinto. Mas o cinto soltou-se no momento de embate, quando ao achar-te já eu não sabia de ti. Eu digo que te vi, vi e vi! Juro que vi, ali, parada! E sim, depois adormeci e até então não me lembro de acordar. 
- Sonhar não é mais que a ilusão da realidade numa prisão. 

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