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UNI O VERSO

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Respirava fundo, no estômago um nó profundo que fazia suar. Penso na maresia, no mar, mas nada passa a vontade de vomitar. Alguma vez pensaste que podias morrer só de deixar de respirar? A minha pulsação vai a mil, sinto que vou eclodir contra a terra e deixar marcas irreversíveis da minha passagem, ser uma paisagem reconfortante, mas destruída. Há tanto que só se deseja, a inveja move multidões, todos somos reis leões, nessas selvas imaginárias. Preciso de repousar, mas parar é uma inquietação, dói-me a alma, a calma, tudo um pouco, e nada me acalma. Passo na sala para tentar adormecer, vou até ao quarto para mudar o ar que pesa, mas nada me resta. Nada presta, é tudo uma mescla de sentimentos e emoções que não cabe em mim, explodem, tipo as estrelas, e viram pó a divagar pelo espaço. Talvez um dia para elas se ache um quadrado, onde elas possam viver, sob um manto sem um fardo pesado, que brilha e propaga a sua luz, pelos anos, pelos ramos do universo. E eu...

Não é um sonho!

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Queria ser mais do que o suficiente,  Queria poder estar, e não só presente. Eu sempre quis tentar,  E teu sentimento ausente. Não me ligo,  Tu não ligas. Jogamos em ligas diferentes.  Mas hoje trás a liga,  Para tapar a ferida.  Ainda que o sangue venha de dentro.  Eu estou fora dessa bolha,  Nessa bola eu já não toco,  Na viola eu já só oiço  Uma corda por soar.  Porque o ambiente ficou morto. Enquanto me balanço, No baloiço.  À espera de ver a vida passar.  Lamento que ainda que torto,  De nada te valeu o aborto,  Que fizeste à pouco, À pressa, Enquanto eu nascia dentro de ti.  Eu em ti floria,  Mas não o voltaria a fazer. Não vou dizer que foi fácil,  Se desde o início,  Eu só tinha medo de te perder. Pega no lápis e escreve tu,  A caneta dá-se em folhas,  Não reparas,  Mas isso nunca foi só um so...

Ainda és a visão

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- Se não fosse assim, como seria? Ria quando me vinha à mente a ideia de seres um ser transcendente que não conseguia senão, ser transparente. Contigo sentia frio quando tentava ser rio, mas era ria que do mar nascia para ali repousar.. um fundo pouco profundo que nos braços das ondas encontra um lar. Não inquietava, não mudava. Parada via a praia, mas ao longe. Era como se fosse um hoje já quase tarde, e quase que me falta o ar quando o tento alcançar. Equivalho o que sinto a um labirinto e minto se disser que não gosto de me perder.  Ser é tão fácil que nunca me passou pela cabeça não ter certeza do que sinto. Mas o cinto soltou-se no momento de embate, quando ao achar-te já eu não sabia de ti. Eu digo que te vi, vi e vi! Juro que vi, ali, parada! E sim, depois adormeci e até então não me lembro de acordar.  - Sonhar não é mais que a ilusão da realidade numa prisão.