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A mostrar mensagens de junho, 2022

8 Filmes dos Primórdios do Cinema (Sugestões)

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     Boa tarde controversos.      Tendo em conta o meu gosto pela cinematografia, decidi deixar-vos uma lista de filmes que considero bons que surgiram nos primórdios do cinema, são filmes antigos e que a maioria considera uma "seca", porém, perceber a construção dos mesmos e estudar um pouco a evolução até aos dias de hoje é sempre interessante. Até porque, o cinema é uma das artes mais visualizadas e um vasto mercado.      Assim sendo aqui fica aquela lista de filmes que podes sempre ver nos teus tempos livres e fins-de-semana: Nostalgia (1983)  A Viagem ao Reino do Impossível (1904)  The Lonedale Operator (1911)  Rostos (1968)  Sonatine (1992)  Fogo de Artifício (1997)   Une Histori Imortelle (1968)  Intriga Internacional (1959)      Se já viste alguns destes filmes ou queres ver, partilha connosco a tua opinião sobre os mesmos e vamos gerar aqui boas críticas para influenciar mais pes...

Conversas com a Depressão - A consciência (5º Conto)

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  Eu sou plenamente consciente quando penso, e talvez deva passar mais tempo fora de mim, mas dentro do meu corpo. Encontrar o equilíbrio suposto para se viver minimamente feliz. Estar consciente é bom, de nós mesmos e de tudo o que pensamos, criamos, imaginamos, ilusões. Estar na terceira pessoa na história que conto e rir-me à pala de tudo o que consigo imaginar.  Certamente o meu imaginário anda a ver o mundo ao contrário e sempre fora do baralho, por isso a revolta de que não valho nada. É algo que criei para estar em baixo, e agora parece que só existe isso no meu horário. Tenho que me desapegar destes maus hábitos, não me levam a lado nenhum. Porquê é que os faço se a seguir me vou sentir mal por conseguir fazê-lo sem preocupações? E depois ficar mal porque uma vez mais eu sei que são tudo ilusões.      A depressão dá-me dias bons também, ainda que os maus estejam a ficar pior. Sou eu que me entrego cada vez mais à solidão, não me conforta a minha companhi...

Conversas com a Depressão (4º Conto - A Conexão)

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       A nossa mente aprisiona-nos. É dentro dela que criamos a irrealidade do viver, e não vivemos, mas pensamos fazê-lo. A mente é uma prisão em que cada um vive enjaulado. Sou eu que creio que a tristeza profunda, a dor insuportável, as lágrimas infindáveis. A mente é o meu inimigo número um, pelo menos de momento. Tenho de aprender a ser livre dos meus pensamentos, pois são eles que me destroem e deitam para baixo.     Eu tenho uma força desmedida para aguentar com tudo o que até agora aguentei, sozinha e sem ninguém. Porque são os temas que quando abordados perturbam. Então calei em mim todas as ideias mais malucas, todos os momentos de loucura em cima da ponte. De todas as vezes que o pensei, eu morri mais um bocado e vou morrendo aos poucos, está comprovado clinicamente.      Eu sei que o mundo é dos loucos, só esses conseguem aproveitar a mente no seu ponto de virtude, aqueles instantes em que não pensamos em nada e ainda assim sentim...

A viagem (Conversas Com a Depressão: 3º Conto)

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  O que é a vida senão uma sequência de tentativas? O que é a vida senão uma mesa num parque vazio, o sol brilha, e a mente flui. Eu já nem sei que fui mas, talvez uma mentira daquelas que se conta para impressionar os pais. Mas mentir é feio, seja para que propósito for. Só nos mete dentro de jaulas. Pior que um dia cheio de aulas, ou um dia daquelas que nem sais da cama.      Mas o que é a vida senão uma mentira repetitiva? É sempre a última vez que bebo café antes de ir dormir, é a última vez que que acordo para o trabalho tarde, é a última vez que deixo a depressão vencer... E nunca é. Há sempre espaço para as batalhas que se avizinham, há sempre tempo para parar por um segundo. Mas nem sempre queremos, porque nos perdemos em detalhes pequenos de mais para falar. Sonhar grande é tão fácil, mas não depende de consistência, mas se é tudo fluído, não há fluxo, logo estás presa. Isso não é assunto que se traga para uma mesa. E talvez seja por isso que a mesa está vaz...

A Semente (Conversas com a Depressão)

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     Tu colhes o que semeias. Se semeares negatividade, todo o teu  jardim será inundado de flores daninhas, e vão-se apoderar de todo o teu ser. É como uma luz que se alimenta de ti para lhe dares energia. Palavras como "não consigo" ou "tenho medo" afastam-me de alcançar o que quero. Devo portanto reprogramar a minha mente para algo melhor. Esse é o desafio.      Um dia de cada vez e cada vez melhor. À minha volta só há amor e carinho. Tenho tudo o que preciso para ser feliz! Agora só depende de mim. Será que realmente quero? A verdade é que a sobriedade me assusta, mas isso é mais outro pensamento negativo. O lema é: um dia de cada vez. Amanhã já bebo o chã, tem de ser 2L para me encharcar bem a alma. Mas ao menos que isso me traga calma ou conforto, um dos dois já me chega. Qualquer coisa melhor que um desgosto ou algo que não era suposto.       Por vezes sou só confusão e ok, até gosto do posto. Daqui vejo tudo claro, um jardim...

Conversas com a depressão (1º - A rapidinha)

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          Estou a pensar escrever o inverso de tudo o que penso, parece que nunca estou perto desse deserto que se avizinha, mas ás vezes só quero estar sozinha. Enquanto escrevo, percorro caminhos que não conheço, estranho-me e nem traga adereços. Já nem sei do que padeço, estou perdida em mim desde o começo da estrada, não sei onde vou parar ou se é que arranjo forças para tentar. Não sei qual o meu destino. Isso assusta-me, mas não devia assustar. O futuro não importa (tenho que me mentalizar disto), deixar correr a corrente, ver onde ela me poderá levar, o presente só se vive consciente, agora, neste exato momento em que a minha alma aflora.        Escrever deixa-me exposta, ver-nos em páginas custa mais do que em espelhos, porque sabes que todo o teu passado foi cinzento. Agora não adianta tentar colori-lo, ele já só me cansa, mas sou eu que o estou a construir. Talvez tenha que largar de vez. Outra vez e outra vez. Até que um dia, ...