Conversas com a depressão (1º - A rapidinha)
Estou a pensar escrever o inverso de tudo o que penso, parece que nunca estou perto desse deserto que se avizinha, mas ás vezes só quero estar sozinha. Enquanto escrevo, percorro caminhos que não conheço, estranho-me e nem traga adereços. Já nem sei do que padeço, estou perdida em mim desde o começo da estrada, não sei onde vou parar ou se é que arranjo forças para tentar. Não sei qual o meu destino. Isso assusta-me, mas não devia assustar. O futuro não importa (tenho que me mentalizar disto), deixar correr a corrente, ver onde ela me poderá levar, o presente só se vive consciente, agora, neste exato momento em que a minha alma aflora.
Escrever deixa-me exposta, ver-nos em páginas custa mais do que em espelhos, porque sabes que todo o teu passado foi cinzento. Agora não adianta tentar colori-lo, ele já só me cansa, mas sou eu que o estou a construir. Talvez tenha que largar de vez. Outra vez e outra vez. Até que um dia, por acaso, a cor da caneta já é outra, o sol brilha de ponta a ponta, e encontra maneira de se instalar. Aquece a alma num inverno seco e talvez seja a isto que me deva agarrar. Mas sã tantas as cordas que tenho na mão, não sei quais deva pôr um fim porque é ilusão, tenho que pensar a fundo novamente por toda a deceção.
Caraças. Não adianta, por muito que tente soltá-las elas estão em mim como alianças. Então vou só aceitá-las
Escrever deixa-me exposta, ver-nos em páginas custa mais do que em espelhos, porque sabes que todo o teu passado foi cinzento. Agora não adianta tentar colori-lo, ele já só me cansa, mas sou eu que o estou a construir. Talvez tenha que largar de vez. Outra vez e outra vez. Até que um dia, por acaso, a cor da caneta já é outra, o sol brilha de ponta a ponta, e encontra maneira de se instalar. Aquece a alma num inverno seco e talvez seja a isto que me deva agarrar. Mas sã tantas as cordas que tenho na mão, não sei quais deva pôr um fim porque é ilusão, tenho que pensar a fundo novamente por toda a deceção.
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